Automação e tecnologia no esporte: uma breve pincelada

Escrito por Venceri no dia 16 de julho de 2018

Geral

Quando a maioria dos esportes populares nos dias presentes surgiram, eles simplesmente existiam como uma forma de lazer, aprendizado ou disciplina; porém, como é da natureza humana, a competitividade – cedo ou tarde – vem à tona, e, nesse caso em específico, com ela veio a profissionalização do esporte, tornando a prática de alto rendimento um objeto de mercado, um produto superpopular entre as massas, levando enormes quantidades de pessoas a buscarem informações diariamente sobre seus esportes, clubes e atletas favoritos a qualuer momento do dia, e também leva às diretorias dos clubes, federações e veículos de mídia a buscarem especialização e constante melhoria em todos os âmbitos.

Partindo desse princípio e contextualizando o momento atual do mundo, a ponte que conecta essa busca por melhoria e especialização e a sede por conteúdo rápido e completo do torcedor é a tecnologia, especialmente no que tange à automação do fluxo de dados e à estatística – dados sobre as mais diversas variáveis de um evento esportivo são acessíveis e mostrados quase que instantaneamente –  Por meio de gráficos, textos e até mesmo heatmaps, como no caso de dados de telemetria – como o rastreamento de quais áreas de uma quadra ou campo um determinado jogador percorreu e ficou mais ou menos tempo durante uma partida – a experiência do torcedor fica muito mais completa e interativa, além de ser centenas de vezes mais informativa do que era num passado relativamente próximo.

Os novos métodos se revelam muito importantes também na manutenção do esporte em alto nível. A alta demanda pela tecnologia de automação da estatística tem seu maior impacto dentro do cotidiano dos atletas, treinadores e outros profissionais. A obtenção de informações sensíveis e específicas, constantemente atualizadas, permitem uma evolução absurdamente mais rápida no trabalho, uma vez que fica mais fácil e rápido de perceber os erros e corrigi-los a tempo – ou mesmo impedir que ocorram – e tornar os acertos ainda mais efetivos.

Em esportes de grupo como o futebol, vôlei e futsal, os dados estatísticos e os scouts técnicos, por exemplo, servem como forma de estudar adversários, prever situações de jogo e até mesmo criar padrões de comportamento tático. Em esportes individuais, podem ser úteis para analisar o próprio comportamento do atleta, comparar o desempenho a outros atletas da mesma modalidade, até chegar ao ponto comum de poder prever o acontecimento de algo. Forma-se um ciclo!

Além disso, o novo contexto do esporte também possibilitou uma grande evolução também na esfera médica e fisiológica: softwares e aparelhos ultramodernos agora podem prever se um atleta corre risco de lesão; aplicativos móveis integrados à nuvem armazenam informação sobre o cotidiano, rotina de treinos e manutenção da saúde dos atletas e retornam novas informações, predições e projeções com base no que foi inserido. Tudo na mão e na hora.

Daria para escrever um livro caso fosse citar minuciosamente tudo que a tecnologia vem afetando no nosso tão querido mundo do esporte. A introdução da tecnologia como meio de automação e desenvolvimento constante é um passo sem volta, e devemos ver inovações cada vez mais espantosas a cada ano que passa. Ainda bem.


Comentários